Meta-postagem
Não vou ficar divagando aqui sobre a importância de certas coberturas jornalísticas, nem falar do Caso Watergate. Não quero isso. É que fico pensando nas muitas vezes que chorei lendo uma carta de despedida ou um bilhetinho antigo despretenciosos. Fico pensando em como uma simples frase pode fazer enxergar tudo aquilo que você tinha esquecido. Ou a mensagem de um amigo distante, ou um post no blog de alguém que disse querer cuidar de você, ou um email no começo da tarde.
Se um texto pode mexer com uma pessoa, por que um jornalista não pode escrever de forma a mexer com mais de uma, usando o sentimento mútuo de um grupo de indivíduos?
E por que não posso me fazer entender pelo que escrevo e não posso entender os outros pelo que leio deles? Às vezes um eu-lírico pode ser muito mais real do que o eu que uma pessoa mostra normalmente.