Pseudo-psicanálise pré-jucana
“As pessoas ficam mais sinceras quando bebem”. Eu já escutei isso muitas vezes e falei mais algumas. Por um tempo, realmente acreditei nessa idéia. Até que veio a última vez que o vinho se encontrou comigo e me fez dizer coisas que considero inverdades, o que me vez ver as besteiras que muitos amigos meus já falaram somente graças ao álcool no sangue.
Eles estavam sendo sinceros? Pra mim, a resposta é “não necessariamente”.
Quando Freud surgiu falando que a mente humana era dividida em três partes - ego, superego e id - ninguém o levou muito a sério. Hoje é esta idéia que me dá a explicação do que acontece quando a embriaguez bate.
É quase consentimento que “o álcool dissolve o superego” - parafraseando uma comunidade do Orkut. Acontece que não é porque agimos mais insistivamente e passionalmente (ou seja, seguindo os desejos do id) que estamos sendo mais sinceros mesmo. Afinal, a mente é formada por três partes e não por uma delas apenas. O ser humano é instinto, mas é também razão. Ninguém é mais verdadeiro porque fala e age sem pensar - características acentuadas pela bebida. É, no máximo, impulsivo. E impulso nunca definiu verdade nenhuma.
I hate them all and I hate myself for hating them. So I drink some more: I love them all. I drink even more: I hate them even more and I did before. - The Strokes
Pra variar, eu discordo de vc. Acho que as pessoas quando bebem ficam sem barreiras; elas querem dizer aquilo, fazer todas as coisas que passam na sua cabeça. Não acho que as pessoas percam o controle, lógico que discutimos sobre pessoas aiunda lúcidas