Saturday, April 28, 2007

feliz aniversário

A saudade que mais dói não é aquela que chegou mais recentemente. Não é aquela proveniente da noite passada, do ontem, do mês ou mesmo do ano anterior.

A pior saudade é a que fica despercebida. Aquela desacordada, paralisada no tempo que ninguém vê que acabou. A saudade adormecida durante muito, muito tempo.

A pior saudade, a que mais machuca e remói por dentro é aquela que dói quando a ausência já parecia costume. E então, quando começa a doer, já é tarde demais.

I know that nothing,/ Nothing survives…I am displaced

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Saturday, April 21, 2007

Under the moonlight

Quero me perder em saudades todos os dias.

É a maneira de te ter por perto, sempre perto, sempre uma esperança colorida de um sonho doce entre todas essas estrelas sem brilho.

Quero perder meu sorriso pra infinitude e não ter mais controle dele. E o silêncio terá outro significado pra brisa gelada do dia de sol e flores no gramado.

E sábado chegou de novo…ele sempre chega.

“I begin to wake to relive this memory / when the answer is clear and beyond belief / There’s a gift of love that awaits the final day….” - Travis

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Thursday, April 19, 2007

Antes de escrever a resenha tão merecida e longa - provavelmente mais longa que merecida, na verdade - preciso fazer uma nota mental:

o curso é o certo, o estágio é o certo e ir a shows de graça de bandas desconhecidas é a coisa mais legal do mundo!

Assim sem título mesmo…

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Sunday, April 8, 2007

Impulso renegado

“A grande arte exige amor e ódio” (Antonio Carlos Villaça)

Há inúmeros sentimentos humanos que podem ser listados. O amor sempre foi o preferido dos filósofos em sua maioria, das pessoas, dos poetas. A paixão ganhou maior atenção e adeptos durante o Romantismo. A tristeza sempre foi objeto dos artistas e, atualmente (e infelizmente), ela tem sido muito valorizada pelos chamados emos. Saudade, felicidade, alegria, afeição, pena, medo, esperança. O único sentimento realmente rejeitado é o ódio - e a raiva, por extensão.

Por que o ódio? Ora, o ódio era o principal elemento no caráter de todos os vilões. Era ele que gerava a inveja, o desejo por vingança, a maldade fria e sedenta. Em minha visão, os vilões eram sempre muito mais humanos do que os mocinhos. Os mocinhos eram sonsos. Os bandidos se endoideciam seguindo seu lado passional; eles buscavam a vida, só que, muitas vezes, a vida estava depois da linha que a delimita com a morte.

O ódio é palpável e muito melhor reconhecido do que o amor e todas as suas vagas definições. Quem nega o ódio, nega uma parte essencial da vida. Quem nunca sentiu vontade de gritar enlouquecidamente, alto o suficiente para o outro lado do mundo escutar, até rasgar as cordas vocais e sentir a garganta sangrar? Quem nunca quis esmurrar uma parede - e quem nunca chegou a fazer isso - até quebrar todos os ossos da mão e fazer doer tanto que o ódio até alivia? Sentir o coração disparar, a falta de palavras no momento crucial, a tremedeira no corpo, o mundo girando rápido, não são sintomas só de amor, mas de quem odeia também.

A verdade é que o ódio enlouquece tanto quanto qualquer paixão. Ele move o mundo, tanto quanto o amor move, para direções certas e erradas, assim como qualquer ação guiada por um sentimento. Amor e ódio são iguais, mesmo em extremos opostos. Fazem parte da condição humana e só causam mal se ignorados ou reprimidos. Matar o ódio é tão cruel quanto matar um primeiro beijo.

There’s nothing in this world so sweet as love, And next to love the sweetest thing is hate - Henry Wadsworth Longfellow

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Friday, April 6, 2007

Goodbye, my friend

Porque quando algo me incomoda, nunca sei extravasar do jeito certo e pra pessoa certa, então as coisas terminam em um texto qualquer.

Se eu soubesse que, ao tentar te ajudar a ser feliz, estaria te afastando de mim no futuro, eu teria opinado igual e aconselhado igual? Se pudesse voltar no tempo e mudar algumas palavras pra salvar nossa amizade, eu faria isso, mesmo tendo consciência de que seria egoísmo meu te afastar do único motivo que te faz sorrir hoje? Qual foi o momento em que te perdi pro tempo e aquele reflexo personalizado passou a refletir qualquer imagem menos a mim mesma?

As pessoas mudam, mas eu sempre quis mudar junto. Sempre junto de você. E, provavelmente, eu nem deveria escrever essas coisas aqui. Apesar de eu achar que você nem lembra mais de pensar em mim, quanto mais daqui. E não, não quero confete. Só estou sendo realista uma vez na vida. Porque a gente era a prova de que o mundo estava errado e agora somos só uma nostalgia triste ao fim de tarde. Sempre uma nostalgia triste até que todas as promessas percam o sentido.

Tua ausência faz um vazio que dói. Faz saudade que beira ao insuportável. Mas você me conhece e sabe que meu orgulho sempre me dá forças pra fazer curar qualquer pedaço arrancado de mim. E agora quem me mostrava que o orgulho não era o melhor apoio e me trazia asas de volta, quem me fazia sentir menos sozinha, é o motivo da única ferida que ainda sangra, do único assunto pendente e sem solução.

Mas já vi tanta gente indo embora…Ver você machuca mais, só que uma hora vou me acostumar. Já estou me acostumando. E essa é a parte mais triste de tudo.

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