fases da janela pro mundo
Era lua cheia. Mas uma lua tão grande, tão grande que ofuscava o brilho de todas as estrelas juntas. Elas viravam só pontinhos de luz no céu, grãozinhos de sal num fundo azul escuro. Não dava pra ver mais nada. Era a lua, imponente, invencível e irrecusável. Não havia modo de negar, a luz branca era como a voz doce de uma sereia, cantando pra trazer o marujo para o mar e fazê-lo se perder para sempre na escuridão do fundo das águas. Era lua cheia.
Mas daí a maré desceu e as ondas se acalmaram. E, de repente, o mundo voltou a girar lentamente. E as cores da noite foram aparecendo uma a uma. E o cheiro melado das flores brancas invadiram o ar. As dificuldades do caminho não eram mais escancaradas e não desencorajavam ninguém mais. E as estrelas ganharam vida própria, caindo e riscando o céu, num desenho de sonhos cor-de-rosa que, no fundo, ninguém deixa de viver, porque isso seria triste demais.
E a lua, de repente, não estava mais cheia. Já era lua nova.
Voltando para o mundo dos blogs…
Vc sempre tem que por “cor-de-rosa” nos seus posts, né, amiguinha emo?
Eu adoro lua cheia… da vontade de deitar no chao e ficar olhando… principalmente nos dias de acesso emo!
Elea, to começaaaaando a desconfiar q vc tb é de lua….