Hoping for the best, but expecting the worst
“É incrível a clareza que vem com o ciúmes psicótico.” (George, no filme Casamento do Meu Melhor Amigo)
Não basta já ter a consciência de tudo que joguei fora no começo desse ano. Ainda entra uma segunda mocinha no meu conto-de-fadas para viver feliz pra sempre com o príncipe. O príncipe que eu não deixei que me ajudasse a descer da torre. E quando fui descer sozinha, eu caí feio e me quebrei em mil pedaços ao atingir o chão.
E ontem lendo um caderno abandonado, achei um texto de dezembro de 2005: “Dois anos e meio me ensinaram muito e da forma mais difícil. Não foram suficientes, porém, para me fazer mudar de atitude. E eu preciso mudar. Mudar não por ele. Mudar por você e, consequentemente, por mim. Mas neste ano já está tarde demais.”
E agora o ano acaba tão confuso e no meio do caminho quanto o anterior. Mas é hora de começar um caminho novo, ou tentar retomar o antigo, encontrando alguma forma diferente. Sem atalhos e sem mudanças repentinas de planos dessa vez. Tudo que tentei fazer pelo príncipe foi em vão, porque a atração exercida pela novidade foi maior do que minha maturidade diante do abismo de um sonho.
E como convencer que agora é de verdade e não de verdade de momento que nem foi antes? Como faço isso, se nem eu mesma acredito em uma outra verdade que agora me contam só porque antes era de momento?
Só me diz que não é tarde demais.