Friday, August 25, 2006

Do enterro e do passado

Eu queria calar. Mas calar internamente. Calar todas as noites de insônia e horas perdidas dando voltas em pensamento. Tem um mosaico surrealista na minha mente e ele é todo feito de caquinhos de vidro. Vai ver por isso que não faz sentido mesmo.

Virou piada, ficou ridículo, beira à infantilidade. As pessoas não sabem quando parar. São cachorrinhos correndo, tentando pegar o próprio rabo. Mas vai, você é um ser racional. Crie uma estratégia, faça cálculos, abuse do poder persuasivo das palavras lacrimosas e/ou revoltadas, enterre o que não contenta. Tente do jeito mais difícil, óbvio. Se nada der certo, volte correndo pro analista. Mas só depois de colocar a culpa em todas as árvores da floresta e ficar horas no canto do quarto lamentando que o erro era seu.

O passado nunca passa. Ele sempre vai existir perdido, num universo paralelo ou não. O medo de errar cega, por que as pessoas dizem que têm cinco sentidos ainda?? O sexto é piada, claro.

Um dia de chuva forte; um dia de plantações de girassol; um dia de arco-íris no céu; um dia com um planeta a menos; um dia com mudanças. Importa só sorrir. A falta de sorriso nem chega à questão da falta de sentido: é a falta de graça mesmo.

Uma hora consigo convencer disso. Mas sem apelos emocionais. Smile like you mean it, please.

Posted by emptyroom in 21:52:58 | Permalink | Comments (3)