Patos, Gatos e Galinhas
Uma amiga minha me deixou scrap esses dias pra dizer que ela tinha descoberto que era um Pato e que não queria mais ser perturbada pelos gatos e pelas galinhas. Ela explica: o pato sabe nadar e voar, enquanto gatos e galinhas não. Esses ficam desencorajando aquele de se jogar na água, de mergulhar no infinito azul, de pular precipício abaixo. Mas, que fique claro que não é por mal que eles o fazem. Acontece que eles têm medo; o gato já quase se afogou, a galinha já se frustrou batendo as asas. Eles não entendem a necessidade, o desejo e o impulso do Pato.
Quanto a mim, descobri que sou um Pato também, mas que, ao invés de ser perturbada pelo gato e pela galinha, quem os perturba sou eu. Não é porque eu quero nadar, voar, mergulhar, me jogar etc, que todos ao meu redor têm que fazer e buscar a mesma coisa. Tento convencer o gato e a galinha a largar a segurança do galinheiro/almofada e sentir o vento no rosto e a brisa em alto mar. Preciso entender que as pessoas não são todas iguais e enquanto umas querem a segurança, outras não. Realmente não vejo sentido em viver um amor de novela das 6 se posso me perder numa paixão tão grande quanto um oceano. Mas é questão de escolha.
Não posso obrigar as pessoas a largarem sua comodidade para ir sentir o dia bonito que está lá fora. O problema é que o conformismo e a covardia do gato e da galinha me irritam. Eu não entendo os motivos para não seguir os impulsos. Medo, eu tenho, todo mundo tem. Só que realmente não concordo em não enfrentar esse medo, porque meu medo maior é de deixar o tempo passar e depois lamentar o que desperdicei.
Mas nada disso prova que eu estou certa. Provavelmente a errada sou eu. É questão de indução.