Minha vida sem mim
Têm horas que você assiste a um filme, ouve uma música, lê um livro ou vê alguém dizendo uma frase bem no momento em que precisa daquilo. Parece que tudo se encaixa exatamente com o que se passa com você. Ontem à noite, tive a impressão meio inversa disso. “Minha vida sem mim” é lindo, é triste, é intenso. Só que assisti no momento errado.
Coisas para fazer antes de morrer? Sim, tenho uma lista imensa. E isso mexeu comigo. Tá, tá, tenho 18 anos, como poderia já ter feito tudo que gostaria antes de morrer, certo? Não, não tenho certeza de que isso é certo. Eu me vi ontem, como nunca tinha me visto. Senti que disperdicei grande parte dos meus 18 anos não sendo tão feliz quanto deveria.
Queria manter sempre meu sorriso de infância, minha pureza e ingenuidade de infância, meus sonhos de infância. As pessoas crescem e o mundo vai ensinando a cada um desistir de seus sonhos. E eu deixei o mundo tirar de mim muitas coisas que sei que, inconscientemente, me prometi guardar.
Não quero ter que crescer da noite pro dia, não quero me ver sem esperanças, sem acreditar nas pessoas, achando que tudo não passa de uma grande hipocresia e encenação. E não quero, principalmente, me sentir inocente demais por insistir em acreditar.
Eu preciso acreditar em algo, mesmo sem saber em quê. Um dia encontro, hoje eu procuro.
Obs: Acho que tenho que parar de ser tão subjetiva…